01 Setembro, 2011

Olá, chuva de Setembro!

As letras rodopiam nas janelas,
espraiando-se no chão vazio,
misturadas nas gotas de chuva
que me acordam do sono da manhã...
Sacudo-as depressa,
antes que o seu viciante sabor me enrede
de novo
nos sonhos sonhados a coberto da noite escura...
Banho-me ao som musical da tempestade
que toca Chopin só para mim,
deixo que a água trace desejos de estrofes e claves,
recolhidos na minha pele,
que me espante os farrapos do sono no olhar
e me desperte a alegria no peito!
E faço-me água da chuva escorrendo lá do alto,
em queda livre,
liberta,
corajosa,
atravessando o seu destino
e desfazendo-se em carícia deslizante
na face de uma criança que brinca,
feliz,
nas poças do caminho....

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Anónimo disse...

Muito lindo!
Tia Vocas