Atrasado... mas Presente, ainda assim!

>> segunda-feira, 28 de Dezembro de 2009


Só o vi agora, agorinha mesmo.


E já me babei com mais este presente de Natal...


Aqui
! :))))

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Para vós...

>> quinta-feira, 24 de Dezembro de 2009



Ontem tive a verdadeira impressão de que já era Natal, ao chegar de uma viagem em que fui permanentemente acompanhada por chuva torrencial, vento e relâmpagos... eis que toco à campaínha dos pais e da porta ao lado chega-me o inconfundível aroma a filhozes acabadinhas de fazer...!


Sim, já me cheira a Natal. Talvez não o mais pleno, talvez não o mais doce... mas quando me sentar naquela mesa, rodeada da família, e me voar o pensamento e o coração para os ausentes (os que já partiram, os que ainda não chegaram, os que moram dentro de nós) sei que, ainda assim, estarei feliz. Porque o espírito de Natal é como uma segunda pele, para quem o vive na sua pureza.


Por isso, antes de me ausentar para casa da avó ajudar nos últimos preparativos de doces e docinhos, lugares reservados na mesa (sim, Frederico, sei que sou ao teu lado, amore mio), pequenas surpresas e outras coisas quis vir aqui desejar-vos, de todo o coração, aos que me lêem e aos que não (mas deviam... loool), aos que já me partilham e aos que irão partilhar um pouco de mim, e a todos os ilustres desconhecidos que este coração tem a sorte de, mesmo assim, amar...


um muito, mas mesmo muito,
Feliz Natal!

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Carapaça e barbatanas em peluche

>> terça-feira, 22 de Dezembro de 2009


A Universidade do Algarve, no âmbito do programa SADA - Conservação Sustentável da Tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata) na Ilha do Príncipe, lançou este Natal uma campanha de sensibilização que pretende abranger as crianças desta ilha, onde o consumo e caça desta tão ameaçada espécie de tartaruga marinha é ainda uma realidade.

A campanha de sensibilização, denominada "Carinho e uma Tartaruga de Peluche para cada criança da Ilha do Príncipe", vai distribuir, no próximo dia 6 de Janeiro, tartarugas de peluche às crianças da ilha, numa atitude que pretende criar uma maior relação afectiva da população com estes animais.

Com cinco euros, é possível associarmo-nos a esta iniciativa, e doar uma tartaruga a uma criança que muito possivelmente nunca viu um peluche na vida, mas que certamente passará a ver as tartarugas-marinhas como animais muito próximos do seu coração.



Vamos ajudar?

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a inauguração oficial

>> segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009


Quando eu era criança, a inauguração familiar "oficial" do Natal fazia-se no dia de hoje, 21 de Dezembro.

Havia festa grande, daquelas de reunir a família toda numa mesa enorme de restaurante (sempre o mesmo, que a tradição assim obriga), para festejar dois aniversários: o da minha tia-avó, Lídia de seu nome, um pequeno dínamo cheio de vida e entusiasmo por tudo, e o da minha madrinha, Mercês como a mãe (bem mais jovem que a Lídia).

Para os primos pequenos, aquilo era o primeiro acontecimento digno de nota em todas as férias de Natal, porque nos juntávamos a comemorar disparates e a discutir as prendas que teríamos... e significava que o Natal estava ao virar da esquina, pronto a consumir, realidade palpável nas nossas vidas!

Fomos crescendo mas a tradição do jantar de dia 21 foi sempre uma marca no meu calendário anual, adorava ver os rostos familiares ano após ano, participar nas conversas, partilhar das suas vidas. O amor circulava à volta da mesa, ria-se, comia-se, bebia-se, e para mim o Natal sempre foi isto.

Depois que a minha tia adoeceu, vindo a falecer cerca de seis meses depois, não houve mais jantares a assinalar neste 21 que agora é vazio de festa (menos no coração). A Lídia era o pilar, a base, a alegria. Um metro e meio de gente com uma energia ligada à corrente e uma opinião sempre pronta sobre tudo.

Hoje, que se assinalaria mais um aniversário, onde quer que ela esteja, quero dizer-lhe que me faz muita falta o seu abraço, a moedinha para as castanhas assadas, a preocupação ("filha como vai o teu emprego?"), o amor. Mas também quero que ela saiba que as raízes que me plantou lançou-mas no coração, e é por isso que a conservarei comigo sempre, lá onde é suposto estar. Dentro de mim.

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a single moment lost in time

>> sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009


Para-se o tempo
por entre os beijos,
envidraçado pelo toque
com que nos reconhecemos..
O teu corpo nú
queima-me a pele em fogo,
abre-se-me em dádiva,
numa reciprocidade síncrona
de desejos entorpecidos,
descoloridos pelo tempo...
Devagar, deixas-me amar-te,
(para quê a pressa
quando o amanhã é mero espelho do ontem?),
ensinas-me os caminhos da tua dor,
sussurras-me o teu prazer,
fazes-me contador de histórias
nesse teu corpo de fumo baço...
E eu perco-me nos teus olhos fundos,
no traço da tua boca
colada na minha,
no teu abrasador regaço
em que encontro todos os nomes
com que (noutras épocas) me adornavas...

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